Quiosques e Fibras Naturais

ESTILO ARQUITETÔNICO

Conforme o estilo arquitetônico desejado, muitas vezes a utilização de materiais construtivos naturais é necessária para atender este requisito, geralmente as coberturas e paredes utilizam as fibras naturais, sejam os sapés, piaçavas ou santa fé.
Todas elas têm excelentes propriedades de isolamento térmico e acústico, porém são altamente vulneráveis ao fogo por serem materiais altamente combustíveis, requerendo proteção passiva para evitar a propagação das chamas.
PIAÇAVA

PIAÇAVA

A piaçava é uma fibra natural da região do Nordeste, são muito resistentes e flexíveis. Sua utilização está direcionada conforme a espessura da piaçava, a parte mais grossa é destinada à elaboração de vassouras e a parte mais fina para as coberturas naturais. Sua durabilidade é de aproximadamente 8 anos.
SAPÉ

SAPÉ

O Sapé ou também chamado de Sapê é encontrado em grandes quantidades no solo do interior de São Paulo, possui uma tonalidade mais clara comparativamente à piaçava, e sua durabilidade é de aproximadamente 5 anos.
SANTA FÉ

SANTA FÉ

O Santa Fé é uma tipo de capim nativo da região Sul do Brasil, mais especificamente Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sua espessura final é de 25 cm e assemelha-se com uma massa compacta. Possui a maior durabilidade dentre as fibras naturais, podendo atingir 20 anos.
A utilização das fibras naturais é mais usualmente vista em quiosques, toldos, coberturas de pergolados nas regiões que remetem à natureza. Geralmente em locais onde é alta incidência de sol e temperaturas elevadas, propiciando incidentes de fogo, porque além de ser um material altamente combustível, o ambiente também são fatores contribuidores.
Devemos nos atentar as causas do início do fogo que estão sob nosso controle, a principal delas são as instalações alocadas nas proximidades da fibra natural, churrasqueiras, fornos e fogões e a segunda delas são as instalações elétricas que naturalmente se aquecem conforme o circuito for fechado.
Porém mesmo realizando as precauções devidas, existem ações que não estão sob controle e podem causar o incêndio. Bitucas de cigarro, incêndios criminais, fogos de artifício e balões. Por tanto, não é o suficiente garantir a segurança somente dos equipamentos, mas devemos tomar uma ação preventiva sobre as fibras naturais.
Existem duas soluções para protegermos as fibras naturais e evitarmos os imprevistos, através de irrigação constante de água nas fibras, ou através de soluções retardantes de fogo.
Os irrigantes de água consomem um valor significativo de investimento e manutenção da água que será utilizada, sem contemplar que as fibras naturais constantemente umedecidas terão sua durabilidade reduzida.

QUALIDADE E EFICÁCIA

As soluções retardant As soluções retardantes de fogo devem atender à norma NBR 9442/1986 – Determinação do índice de propagação superficial de chama pelo método do painel radiante e ASTM E662 – Deinsidade óptica específica da fumaça, para este tipo de aplicação. Através de certificações internacionais e nacionais dos laboratórios de alta credibilidade mundial como a UL, IPT, Southwest Research Institute ou BRE Global é possível ter certeza de que a solução retardante que está sendo avaliada é eficaz nas fibras naturais.

Muitos produtos existentes no mercado brasileiro garantem a eficácia, porém sem a devida comprovação, por tanto, são produtos não reconhecidos pelo Corpo de Bombeiros para liberação ou renovação do alvará, e podem não cumprir com a funcionalidade prometida gerando risco às vidas. O resultado do teste sob a NBR 9442 gera resultados de classificação A, B, C, D e E.
Levando em consideração o valor médio e limites do Índice de propagação de chamas (Ip), que é resultado dos Fatores de Evolução de calor (Q) e Propagação de chama (Pc).

Conforme tabela abaixo é possível interpretá-los:

APLICAÇÃO | TRATAMENTO

APLICAÇÃO | TRATAMENTO

A aplicação do retardante deve ser realizada nas duas faces da cobertura natural utilizando-se para áreas menores o borrifador e para áreas maiores o pulverizador. Caso a fibra natural não esteja montada, é possível aplicação através de imesão na solução retardante e posterior secagem ao ar livre.
Nos ambientes externos, ou que estejam sujeitos às intempéries, não basta utilização da solução retardante, é fundamental que o tratamento contemple o impermeabilizante próprio para fibras naturais para que possa extender seu ciclo de manutenção.
Caso contrário, a solução retardamente seria removida das fibras naturais por conta das chuvas. Devem ser sempre respeitadas às quantidades a serem aplicadas na face interna e externa para a eficácia da solução (rendimento da solução retardante).

CICLO DE MANUTENÇÃO

Fique atento ao ciclo de manutenção, nos ambientes internos as fibras naturais não requerem reaplicação, já no ambiente externo é necessária a reaplicação por conta dos desgastes causados pelas intempéries.
O ciclo de manutenção também é um fator que deve ser levado em consideração após a avaliação da eficácia do retardante, verifique junto ao fornecedor qual o ciclo e procedimento de manutenção, desconfie se você for informado que não requer reaplicação em ambiente externo.

INVESTIMENTO

Muitos hotéis, pousadas, quiosques de alimentação e restaurantes já trataram suas fibras naturais com o retardante de chamas. O investimento do tratamento retardante representa entre 10% a 20% do valor investido na cobertura natural montada, por tanto, um valor pouco representativo para prevenir perdas e principalmente de colocarmos vidas em risco.
Ao comparar os valores a serem investidos em sua cobertura natural, não basta sabermos o valor do litro de solução retardante. As quantidades de rendimento do retardante são relevantes para definir o valor que será investido.
No mercado brasileiro, existem retardantes com rendimento de 300ml/m² a 1000ml/m², sabendo o custo do litro, será possível calcular o investimento em R$/m². Este índice de R$/m² é o melhor comparativo de valores.
Não se deixe enganar pelo preço do litro, o rendimento pode acabar fazendo seu gasto ser o dobro ou triplo.

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